Problemas são maiores que estrutura
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quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Silvana Leão De Londrina 
O crescimento econômico das cidades e a consciência da sociedade em relação aos problemas ligados ao meio ambiente têm aumentado muito nos últimos anos a demanda de trabalho dos órgãos que atuam nesta área. A afirmação é do secretário do Meio Ambiente e presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Antonio Andreguetto. Segundo ele, a estrutura mantida pelo instituto em Londrina é uma das melhores do País, mas ainda não é suficiente para o grande volume de trabalho.
Contamos com uma estrutura de 38 funcionários, um laboratório de análises ambientais, um viveiro de produção de mudas localizado em Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e outros 15 em municípios da região, informou.
Andreguetto diz duvidar que outro Estado mantenha, em algum município de tamanho similar ao de Londrina, estrutura tão boa de trabalho. O escritório de Londrina, porém, atende também outros 38 municípios para fiscalização de ar, água e solo, enquanto o laboratório atende 168 municípios. Ele admite que os crimes cometidos contra o meio ambiente na cidade têm sido frequentes.
O IAP é o órgão que tem o papel de fazer a gestão ambiental no Estado. Isto inclui desde o fornecimento de licenciamentos até a fiscalização e promoção da educação ambiental. No caso de Londrina, são 3.287 indústrias (segundo dados de 1998 da Companhia de Desevolvimento Codel) para fiscalizar e autuar em casos de ações prejudiciais ao ambiente. Andreguetto cita a importância da participação da sociedade na resolução dos problemas.
Por outro lado, o secretário afirma que em alguns casos o tempo necessário para se chegar a um resultado independe da estrutura disponível. Há trabalhos de investigação que levam um tempão e exigem, por exemplo, a participação da polícia civil para abrir inquérito, justifica.
A diretora técnica da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Sílvia Saadjian, esperava divulgar ontem o nome da empresa que teria causado o vazamento de cloro no Córrego Guarujá, mas até o final da tarde a Folha não conseguiu localizá-la.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém em Londrina cinco funcionários, que fiscalizam e autuam baseados na legislação ambiental federal. Atualmente, são 42 funcionários espalhados em 15 municípios do Paraná e mais de 70 que trabalham na sede, em Curitiba. A intenção do governo, nos próximos meses, é reduzir estes postos em apenas cinco, localizados em pontos estratégicos do Estado, entre eles Londrina. De acordo com Luiz Antonio Nunes de Melo, representante estadual do Ibama, a idéia é fortalecer os postos, oferecendo maior estrutura.


