Em regiões onde a concessão está consolidada ou em fase de implantaçã o, o preço da tarifa se tornou polêmico
UNIFICAÇÃOO caminhoneiro Vilmar Hack, que tem 20 anos de estrada, defende a implantação de regras idênticas em todos os estados onde as rodovias estão ou devem ser privatizadasBuraco e asfalto irregular na pista da rodovia BR-277, a mais movimentada do Estado, no trecho entre Irati e RelógioCondições precárias: Caminhão passa junto a buraco na PR-151Perigo à vista: trecho de rodovia sem acostamento na BR-376Os problemas e reclamações dos usuários em relação a privatização das estradas não são exclusivos do Paraná. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, localidades onde o processo de concessão das rodovias já está mais avançado ou ainda está em fase de implantação, as discussões envolvendo o preço da tarifa e as condições de tráfego das vias pedagiadas são uma constante.
Apesar de cada Estado ter o seu problema específico, no conceito geral de aplicação, o modelo nacional de privatização não vem agradando os usuários. Entre os principais pontos criticados pelos motoristas estão a condição de tráfego das estradas, a duplicação das rodovias, o preço do pedágio e o sistema de tarifação adotado pelas concessionárias.
Para o caminhoneiro Vilmar Hack, que tem 20 anos de estrada, além de precisar ser repensado, o modelo de concessão das rodovias deveria ser único em todo o País. Em sua avaliação, a política diferenciada adotada entre os estados acaba prejudicando ainda mais os usuários, em especial os motoristas de caminhão, que viajam por todo o Brasil. Hack defende a implantação de regras idênticas em todos os estados onde as rodovias estão ou devem ser privatizadas.
O motorista justifica sua proposta fazendo um comparativo entre o sistema de concessão adotado no Paraná e o modelo de São Paulo e Rio de Janeiro. Levando em consideração os problemas pontuais que estão sendo verificados no Paraná, Hack destaca o preço ‘‘razoável’’ das tarifas, mas condena o estado de conservação das rodovias. Por outro lado, salienta, as estradas de São Paulo e do Rio de Janeiro estão em melhores condições de tráfego, mas o preço é muito alto.
Enquanto a tarifa mais alta no Paraná é de R$ 2,50 por eixo, nos estados carioca e paulista o camihoneiro paga R$ 4,50 por eixo. Destacando que o benefício nunca é completo, Hack entende que a vantagem em um Estado pode representar prejuízo em outro. Sobre a possibilidade do reajuste, que está sendo anunciado na tarifa do pedágio paranaense, Hack entende que isso pode compromoter todo o transporte de cargas no Paraná.
Para o caminhoneiro Sérgio Tadeu, que comunga da opinião de Vilmar Hack, a privatização no Estado só vai começar a dar certo quando as principais estradas forem duplicadas. Ele cita que rodovias paulistas privatizadas como a Bandeirantes, Castelo Branco e Dutra, já possuem uma malha viária totalmente duplicada. Disse, que nesses casos o motorista pode até reclamar, mas a indignação é menor porque existe mais segurança nestas rodovias.