O relatório final da comissão deverá trazer um apanhado geral das deficiências comuns entre as diversas unidades prisionais brasileiras. A maioria das detenções visitadas, com a única exceção do presídio da Ilha de Itamaracá (Recife), convive com problemas diários de violação de direitos humanos.
Em Fortaleza, ainda foram detectados problemas no setor de segurança. No Instituto Penal Paulo Sarazatti, os deputados nem conseguiram entrar. O local é considerado como uma panela de pressão, onde a qualquer momento pode estourar uma rebelião. Nesse caso, a comissão deve solicitar a imediata interdição federal da unidade. Em distritos de Fortaleza, o problema é com a alimentação. ‘‘Tem delegacias que os presos ficam dias sem comer. Isto é tortura’’, disse o deputado federal Marcos Rolim (PT-SP), presidente da comissão.
A tortura de presos e violação sexual de internas foram verificadas também em São Paulo. Em Porto Alegre, o maior problema é com relação a presençaconstante dos policiais militares nos presídios. ‘‘Eles ficam com metralhadoras, o que estimula a tensão e propicia rebeliões’’, argumentou.
No Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, a dificuldade é com a saúde dos presos. Dois detentos morreram nos últimos dias vítimas de leptospirose. No Recife, duas realidades diferentes. Na Ilha de Itamaracá, o presídio é o melhor dos visitados. Já no Presídio Capitão Anibal Bruno foi detectado o chamado castigo coletivo. Presos que cometeram alguma irregularidade dormem no chão frio e sofrem espancamentos. (L.P.)

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