Problemas marcam 1º ano de hospital
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terça-feira, 01 de abril de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - O Hospital Municipal de Maringá (HMM) completa um ano de funcionamento atendendo apenas casos de baixa complexidade e ainda espera por recursos dos governos estadual e federal para instalar um centro cirúrgico e novas unidades de UTIs no município. O alto custo do hospital é um problema para a administração municipal que luta para conseguir o credenciamento junto ao SUS ou a transferência da sua manutenção para o governo do Estado.
Construído para ser uma maternidade, o hospital disponibiliza atualmente 30 leitos para internamento de pediatria e clínica médica e tem um custo mensal de R$ 180 mil com despesas de folha de pagamento dos funcionários e manutenção.
De acordo com o diretor geral do HMM, Agenor Cheutchuk, o hospital tem dificuldade para conseguir o registro da Secretaria Estadual de Sa© úde porque foi construído sem o acompanhamento da Vigilância Sanitária. Sem o registro do Estado, o hospital também não consegue o credenciamento junto ao SUS. Segundo ele, o centro cirúrgico do hospital está pronto e as unidades de UTIs ainda precisam ser equipadas, mas o principal problema é assumir os gastos desta nova ala. ''Com o centro cirúrgico e as UTIs o gasto do hospital praticamente dobra'', afirmou.
A segunda ala do hospital, que tem a estrutura física pronta mas ainda precisa concluir a parte elétrica para entrar em funcionamento, tem capacidade para 40 enfermarias. Entretanto, diz Cheutchuk, não há previsão para sua inauguração. Além da necessidade de aproximadamente R$ 600 mil para conclusão da obra, o HMM não tem recursos para contratação de mão-de-obra e manutenção.
Conforme o vice-prefeito de Maringá, João Ivo Caleffi, o município não tem como assumir a administração do HMM sozinho. Ele afirmou que, independente do credenciamento junto ao SUS, as dificuldades devem continuar caso Maringá não consiga o aumento do teto financeiro para a saúde. Atualmente, segundo ele, o déficit mensal na área é de R$ 300 mil. O teto financeiro instituído pelo Ministério da Sáude para Maringá é, em média R$ 1,8 milhão mensal.
De acordo com Caleffi, a atual administração tenta viabilizar o HMM completamente através de dois caminhos: transformar o hospital municipal em hospital metropolitano e, a partir daí, conseguir recursos através de parcerias com os municípios da região e também com o governo do Estado; ou o transformar em uma extensão do Hospital Universitário (HU). ''Já estivemos conversando com o secretário da Sa© úde do Estado sobre estas propostas e estamos esperando uma decisão'', disse.
Segundo ele, o HMM conseguiu amenizar o problema dos pacientes de baixa complexidade na área de pediatria e clínica médica que tinham que buscar internamento fora de Maringá. Hoje, conforme levantamento do hospital, o HMM é responsável pelo atendimento demais de 50% dos casos de clínica médica e mais de 65% das crianças que eram internadas em hospitais da região.


