Problemas do lixo
A propósito, ainda, desta complicada questão da sujeira da cidade, um estudante da UEL veio contar que uma equipe fez um aprofundado estudo sobre a coleta de lixo, inclusive trabalhando junto à CMTU, obtendo algumas informações bastante interessantes. Uma delas diz respeito às lixeiras existentes na cidade. Atualmente, segundo os dados levantados, existem mil por toda a área urbana. Para que se tenha uma idéia do quadro, os especialistas indicam que para que houvesse condições adequadas no sentido de evitar que mais sujeira seja lançada à rua seriam necessárias oito mil lixeiras. Quer dizer, a defasagem é imensa.
Efetivamente, é provável que a prefeitura não tenha condições financeiras para cobrir esta falta. Entretanto, como as lixeiras podem ser usadas também como fator de divulgação isto significa que seria possível conseguir da iniciativa privada a colocação de mais recepientes pela cidade, a custo zero. Com isto, melhoraria a situação no que diz respeito ao lixo que é lançado pela rua, uma contribuição muito significativa caso se queira realmente limpar a cidade.
Reciclagem
Outro dado interessante levantado pela citada equipe diz respeito à coleta seletiva de lixo. Atualmente, existem três caminhões trabalhando na referida coleta, cobrindo 85% da área urbana. Aparentemente, a cobertura poderia ser considerada muito boa. Acontece porém que, como assinalaram os responsáveis, ainda é deficiente a cultura do povo em geral a respeito da reciclagem do lixo. Sem dúvida, atuamente se comenta bem mais o assunto, mas ainda não existe a conscientização necessária para que o processo ganhe a dimensão que pode ter, representando ademais um importante avanço até no sentido de se reduzir o volume do lixo que vai acabar afogando o mundo.
Responsáveis pela coleta seletiva se queixam, inclusive, da dificuldade na divulgação do trabalho. Neste, como em tantos outros casos, não há recursos suficientes para realizar o trabalho de conscientização necessário. Todavia, também ai é possível uma contribuição muito mais efetiva dos meios de comunicação.
Sem dúvida, já se faz alguma coisa a respeito. Jornais, TV, rádios divulgam, há até alguns promocionais específicos destinados a dar maior conhecimento à população sobre o assunto, visando ampliar o entendimento e, com isto, aumentar até o volume daquilo que se fiz ser o lixo que não é lixo. Contudo, o que se está fazendo ainda é pouco, segundo mesmo o depoimento dos responsáveis. Importa que haja mais divulgação e conscientização e que cada um se torne uma espécie de porta-voz e membro da campanha visando ampliar a coleta seletiva. Aqui, como em tantos outros campos, a participação do cidadão pode representar uma grande diferença positiva.





