Problemas de aterro fazem piso de rodoviária ceder
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segunda-feira, 03 de setembro de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
A rodoviária de Maringá, que entrou em operação há cinco anos, está com o único banheiro feminino público interditado. O motivo são falhas no aterro do prédio, que causou o deslocamento de solo e rachaduras no piso. Os usuários são obrigados a subir as escadas até o piso superior e utilizar o banheiro das funcionárias. Apesar do problema ter ocorrido em janeiro passado, até agora a prefeitura não chegou a um acordo com as empresas responsáveis pela obra para reformar e liberar o banheiro.
O secretário de transportes, Renato Bariani, diz que a construtora que fez a rodoviária, a Engedelp, já foi acionada. Ele conta que uma avaliação técnica mostrou que o solo abaixo da área afetada cedeu até 10 centímetros, e teme novos deslocamentos que coloquem em risco o prédio e a segurança dos usuários. ''Queremos que a empresa conserte o banheiro'', afirma.
O diretor da construtora, Ademir Del Pintor, lembra que não foi a Engedelp a responsável pelo aterro. Segundo ele, o município ficou responsável pelo serviço, e repassou a terraplenagem para uma empresa privada. O Serviço de Obras e Pavimentação (Saop), da prefeitura, deveria fiscalizar o aterro. Del Pintor lembra ainda que no local existiam algumas casas e a garagem da prefeitura. Onde o piso cedeu, calcula o empresário, estavam os tanques de combustíveis da garagem municipal.
''Não me recuso a recuperar os banheiros, mas não assumo a responsabilidade pelo serviço'', avisa. Del Pintor garante que fez sondagem em 20 pontos do terreno, onde foram feitas as fundações. Ele diz ainda que contratou uma empresa especializada, que detectou falha na terraplenagem. A área onde está o banheiro, com cerca de 60 metros quadrados, afundou. A recuperação da área vai custar cerca de R$ 20 mil. A rodoviária custou R$ 5 milhões aos cofres do município e do Estado.


