O cadastro nacional começará a funcionar num momento em que o País enfrenta problemas envolvendo a prótese de silicone da marca francesa Poly Implant Protheses (PIP) e não sabe exatamente quem são as mulheres que as usam nem onde elas estão.
''Se esse cadastro já estivesse funcionando há alguns anos, seria muito mais fácil saber onde estão essas mulheres que usam o implante PIP para chamá-las para uma reavaliação'', diz Wanda Elizabeth Correa, presidente da Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
As próteses PIP foram distribuídas no Brasil entre 2005 e 2010, quando tiveram a sua venda suspensa porque descobriu-se que foram fabricadas com silicone industrial, de qualidade inferior ao produto para uso médio. Elas apresentavam taxa de rompimento até cinco vezes maior que outras marcas.
Para tentar rastreá-las para poder fazer um serviço de vigilância, a Anvisa teve de recorrer à empresa importadora. O objetivo é descobrir em que cidades as próteses foram compradas e, assim, pedir que clínicas e hospitais identifiquem as pacientes para que sejam acompanhadas.
Até o momento, sabe-se que ao menos 12 mulheres fizeram queixas na Anvisa relatando problemas com as próteses PIP. O mapeamento completo deverá ser informado pela agência na quarta-feira, depois de uma reunião com entidades médicas.
Descarte
Ao todo, o Brasil importou 34.631 unidades de próteses da marca PIP - cerca de 24,5 mil foram comercializadas e serão rastreadas e 10.680 foram apreendidas anteontem pela Vigilância Sanitária do Estado do Paraná na sede da empresa. Segundo a Anvisa, todo esse material será descartado. (F.B./AE)

mockup