Problemas cardíacos causam 30% das mortes
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Estima-se que no Brasil, a cada ano, cerca de 30% da população morra por algum tipo de problema cardiovascular. A estatística fica ainda mais preocupante quando entidades especializadas afirmam que 50% dos óbitos de causa cardiovasculares no mundo correspondem a morte súbita -aquela que ocorre sem ser esperada, em pessoas doentes ou sadias.
A notícia vale para o Brasil também, embora não haja dados precisos. O restante dos óbitos são provocados por diversos outros motivos, mas a arritmia cardíaca -falta de ritmo nos batimentos do coração- tem chamado bastante a atenção porque há tratamento e a morte pode ser evitada.
Hoje comemora-se o Dia Nacional de Prevenção de Arritmias e Morte Súbita, e para marcar a data, profissionais da área da saúde cardiológica estarão tirando dúvidas e orientando a população sobre o assunto, na Boca Maldita, das 9 às 17 horas. Quem passar por lá poderá assistir a demonstrações de reanimação, receber dicas de como agir no caso de uma emergência e também medir a pressão arterial. A iniciativa é do Hospital Cardiológico Constantini, em parceria com o Laboratório de Eletrofisiologia de Curitiba e apoios da Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC) e da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.
O cardiologista Gel Roberto Berardi, diretor da SPC, garante que para ambos os casos a prevenção é o melhor remédio -tratar e controlar a hipertensão, o diabetes, colesterol e obesidade e redobrar os cuidados se houver histórico de doença do coração na família, manter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regularmente, abandonar o cigarro e evitar o estresse. Um exemplo citado pelo médico, foi o atleta de fim de semana. "A atividade física esporádica cria um esforço repentino em um organismo não acostumado e não sabe-se como ele pode reagir. Se houver uma pré-disposição familiar, este tipo de atitude é um fator de risco para o indivíduo", comenta.
O especialista afirma que morte súbita em pacientes sadios é muito difícil. "Para isso acontecer, o paciente deve ter alguma alteração genética, que ele mesmo desconhecia. São números muito inferiores aos casos de pacientes doentes".
Já a arritmia, uma disfunção elétrica do coração, pode ser diagnosticada e tratada com exames complexos e de alta tecnologia. Os sintomas mais comuns são palpitações, tonturas, desmaios, falta de ar e cansaço. "Boa parte das arritmias são curáveis por procedimento por meio de ablação por catéter (procedimento que trata focos de arritmia) e outras são tratáveis, com o uso do marcapasso ou aparelhos desfibriladores internos", explica.


