A falta de estrutura adequada para atender usuários das quadras de esporte públicas de Londrina não atinge apenas os moradores do Jardim Parati e arredores. Em praticamente todas as regiões da cidade é fácil encontrar exemplos negativos. A Secretaria Municipal de Obras admitiu os problemas, mas adiantou que não tem planos que contemplem a recuperação de todas as áreas que precisam. O município tem mais de 150 quadras mas não soube dizer quantas estariam depredadas.
Na Zona Oeste, a quadra do Jardim Tókio nem se parece mais com um local de prática esportiva. As crianças preferem brincar no gramado ao lado em vez de se arriscarem a usar o espaço. Até os gols estão de pé de maneira improvisada. Areia e terra tomam conta do piso e o alambrado não existe mais. Não há nem sinal da iluminação ou de tabelas de basquete. No Jardim Interlagos (Zona Leste), a quadra do bairro tem os postes com refletores, mas o sistema de iluminação não funciona. O alambrado tem diversos buracos e as tabelas de basquete não tem nem aro. Nos arredores do Lago Igapó 4 (Centro), a quadra parece que nunca foi acabada. A construção está completamente destruída: os alambrados caíram, o piso é de cimento rústico e há apenas a armação para as tabelas.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, reconheceu que não existem grandes planos de reforma das quadras públicas. Ele explicou que a secretaria trabalha muito em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, quando a quadra funciona em alguma escola. Nas demais, destacou Freitas, a saída mais eficiente contra o vandalismo e a falta de conservação é a parceria com associação de moradores. No caso de reformas menores ou falta de equipamentos como bolas e redes, a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) também tem sua parcela de responsabilidade. O diretor Luiz Vargas Prudêncio, lembrou que é preciso encaminhar ofício à fundação.(L.A.)

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