O cruzamento da Avenida Dez de Dezembro com a Rua Santa Fé, loga após a Rodoviária (Área Central), também foi citada por motoristas como sendo um local de grande movimento de pedintes. Entrada da cidade tanto para motoristas que vêm de municípios vizinhos como para passageiros que desembarcam no terminal, a esquina tem frequentadores já conhecidos das pessoas que passam por lá diariamente.
''Tem pedintes o dia inteiro'', disse o comerciante Aristeu Marchiori, lembrando que no semáforo da esquina da Dez de Dezembro com a Tremembés há até um homem que mora no cruzamento. ''A maioria são pessoas alcoolizadas ou usuários de drogas. Se for atender todo mundo, passo o dia inteiro dando dinheiro.'' Segundo ele, muitos pedintes justificam que precisam de ajuda para comprar passagens e voltar para casa. Para ele, a movimentação no local incomoda, mas não oferece riscos.
O montador Otávio Genésio de Brito passa pelo local com frequencia e às vezes se assusta com a insistência dos pedintes. Apesar do incômodo, ele concorda que a maioria não oferece riscos aos motoristas. ''Eles querem dinheiro para comprar drogas'', comentou.
Silvana Carla Palácio, coordenadora do programa Sinal Verde na secretaria municipal de Assistência Social, informou que o cruzamento da Rodoviária - assim como a esquina da Leste-Oeste com a Ouro Preto - recebe trabalho sistemático das equipes, que também atendem solicitações pontuais.
''Indentificamos essas pessoas, conversamos, fazemos intervenções e tentamos convencê-las a nos acompanharem até à sede do programa. Muitos aceitam, recuperam-se e depois voltam'', lamentou. De acordo com ela, o desafio é fazer com que os moradores de rua superem o vício. ''O vínculo com as ruas é muito forte'', disse. Ela ressaltou que os motoristas não devem dar esmolas, mas procurar o Sinal Verde para que a correta abordagem seja feita. (C.A)

SERVIÇO:
■ Programa Sinal Verde fones (43) 9991-4568 e (43) 9996-3497, com atendimento diário das 7 às 23 horas.

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