Londrina - Nos consultórios dos especialistas chegam todos os dias mais e mais homens cada vez mais jovens pedindo ajuda para solucionar um problema que atinge em cheio a autoestima masculina: a disfunção erétil, que até um tempo atrás era mais conhecida como impotência sexual. Como pouca gente sabe é que o tratamento também pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos casos em que há indicação médica, é possível até colocar as próteses penianas sem gastar nada. No mercado particular, apenas a prótese gira em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil.
O chefe da disciplina de Urologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e que atua no ambulatório de Urologia do Hospital Universitário, Marco Aurélio de Freitas Rodrigues, explica o caminho para ter acesso ao tratamento especializado. O primeiro passo é procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa para consultar-se com um médico e solicitar o encaminhamento para o serviço nos ambulatórios de Urologia do Hospital Universitário. Na unidade, os médicos vão investigar as possíveis causas da disfunção erétil e fechar o diagnóstico. Este processo demora cerca de três meses.
Caso o problema tenha relação com causas psicológicas, o homem é encaminhado para tratamento com psicólogos. Se a situação for relacionada a causas orgânicas, o paciente tem acesso a medicamentos, injeções ou outros recursos. Apenas os casos dos pacientes que não respondem a nenhum dos tratamentos é que são encaminhados para a colocação de prótese. "Não tem custo nenhum para o paciente. O HU compra um certo número de próteses e temos uma lista de espera. Vamos seguindo esta sequência", comenta Rodrigues.
Em média, é realizada uma cirurgia para colocação de prótese peniana a cada dois meses. O modelo usado no HU é a prótese semirrígida, a mais usada em todo o mundo.

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