Em alguns casos, pedir a ajuda de um adestrador apenas pode não resolver o problema. É o que alerta o médico veterinário Mauro Lantzman. ''O trabalho do adestrador é educar o cão em um determinado aspecto. Por exemplo, passear na rua e obediência. Se o cachorro tem um distúrbio de comportamento, o adestramento é parte do tratamento, mas não o tratamento'', enfatiza. Por isso, ele afirma serem comuns casos de proprietários que procuram um adestrador, mas mesmo depois de concluído o trabalho, o cachorro continua apresentando comportamento inadequado.
''O veterinário acaba sendo o profissional mais adequado, porque ele vai aliar o conhecimento em Medicina para verificar se o cachorro tem ou não um distúrbio, uma doença'', recomenda. ''Às vezes, ele está com uma dor crônica, uma fratura incompleta, um distúrbio de coluna ou um hipotireoidismo e isso produz uma alteração de comportamento que o adestrador não vai identificar.'' E caso não seja tratado adequadamente, avisa, o problema pode se agravar.
O conhecimento sobre comportamento animal, por sua vez, não está na maioria das grades curriculares dos cursos de Medicina Veterinária, explicita Lantzman. ''Ele (o veterinário) sabe tudo sobre o intestino do animal, mas não sabe por que ele late. Se ele não sabe disso, como pretende trabalhar com o bem estar animal?'' (M.F.C.)

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