O engenheiro químico Alberto Baccarim, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), confirmou que o problema do Lindóia é o esgoto de Londrina lançado nas águas do rio. Segundo ele, existe lançamento da água de duas grandes estações de tratamento da Sanepar - uma na Vila Portuguesa (centro) e outra no conjunto Eucaliptos (zona leste) -, de várias estações menores, além do esgoto clandestino e industrial da Cidade.
‘‘Nessa época, com falta de chuva, a vazão do rio cai pela metade, enquanto a carga poluidora lançada no rio é a mesma. Por isso o mau cheiro’’, explica. Ele diz que a solução para o problema pode ser ampliar a estação do conjunto Eucaliptos, canalizando para ela o tratamento de várias estações menores e também o esgoto clandestino. As estações menores, ele explica, tratam o esgoto de forma ineficiente, por isso também acabam poluindo o rio.
‘‘A tendência é melhorar gradativamente. Mas isso a médio ou longo prazo’’, comenta Baccarim. Ele informa ainda que a Caixa Econômica Federal já reservou recursos para o projeto. Sobre o esgoto industrial, ele diz, a maioria das indústrias já está adaptada para não lançar poluentes nos rios.
Com relação à poluição que viria diretamente de uma tubulação de água pluvial, Baccarim diz que o IAP tem conhecimento do problema e espera resolvê-lo em breve. O poluidor é a empresa PET, que produz ração para animal através de raspa de couro de boi.
‘‘Eles estão decidindo se melhoram a parte de tratamento de água ou se mudam para outro lugar. Em dois ou três meses o problema já deverá estar resolvido’’, garante. O engenheiro químico disse que, quando os níveis de poluição do Lindóia diminuírem, o IAP pretende reflorestar as margens do rio.
(Lúcio Horta)

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