Problema na pediatria do Zona Norte ainda não foi solucionado
Continua complicada a situação da pediatria do Hospital da Zona Norte de Londrina. Com apenas quatro profissionais, o hospital não tem conseguido fechar a escala de plantão do mês. Segundo informações do diretor-clínico, Carlos José Caviglione, são completados, no máximo, 16 plantões mensais.
Para a escala ficar completa precisaríamos de mais quatro médicos pediatras, contabiliza Caviglione. O hospital conseguiu prestar atendimento às crianças ontem durante o dia, mas não haveria plantão noturno. A previsão para hoje é que haja plantonista pediátrico apenas no período da noite. O hospital mantém um cartaz do lado de fora, informando as mães para que procurem outro local de atendimento.
No caso de as crianças estarem passando mal, Caviglione informa que elas são atendidas pelo clínico geral, medicadas e encaminhadas ao hospital de plantão. Mas muitas mães não gostam que seus filhos sejam atendidos por um clínico. Elas querem um pediatra, comenta.
O Hospital da Zona Norte é gerenciado pela prefeitura, Estado e Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio-Paranapanema). Segundo Caviglione, o órgão que tem se responsabilizado pelas contratações é o Cismepar, que paga cerca de R$ 180,00 por plantão de 12 horas.
O diretor-clínico observa que os plantonistas preferem trabalhar em outros hospitais da cidade, que pagam melhor por um volume menor de trabalho. No Zona Norte, são atendidas, em média, 75 crianças por plantão. Ao mês, são cerca de três mil crianças. O hospital está a procura de profissionais, mas não consegue interessados.
Ontem pela manhã, Caviglione participou de uma reunião, na Câmara, para discutir saúde pública na Cidade, na qual a situação do hospital também foi comentada. O diretor clínico expôs o quadro para o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares. Hoje, o diretor participa de uma reunião na Vila da Saúde, com os membros do Conselho Municipal de Saúde. O atendimento pediátrico na Cidade estará em pauta.
Paulo Tavares adianta que irá aguardar uma posição do Estado sobre a situação. Caso demore muito para haver uma solução, vou analisar que providência pode ser tomada. O promotor informa ainda que deve concluir esta semana o relatório sobre as visitas que fez a sete postos de saúde na Cidade para verificar atendimento.
O documento será entregue ao secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian. Segundo Tavares, por enquanto foi possível concluir que grande parte dos médicos não vem cumprindo a jornada diária de trabalho, que é de quatro horas. Não dá para generalizar, mas muitos profissionais não estão cumprindo o contrato que têm com o município.Arquivo FolhaProcura-seCom apenas quatro pediatras, hospital não consegue fechar equipes para os plantõesBenê Bianchi





