Problema já foi exposto em 2001
O assoreamento do complexo Igapó foi exposto à população em 2001, durante a tentativa de recuperar o Lago Igapó 3, que beira a Avenida Higienópolis (Área Central), e desde então vem sendo estudado pela ONG Patrulha das Águas. João Batista reuniu 17 mil fotos que mostram focos e causas do problema e, com este material, pretende propor à administração municipal projetos de médio prazo para combater o depósito de material nos lagos.
''Os ribeirões de Londrina têm particularidades que acentuam o assoreamento. As várias situações encontradas nos percursos dos leitos, por exemplo, são algumas destas particularidades'', afirmou Batista. Ele explica que poucas bacias de ribeirões passam por áreas urbanas, impermeáveis, e de mecanização rural, com grandes áreas de solo expostas, como os córregos de Londrina.
''Além disso, temos oito ribeirões (Cacique, Mata, Baroré, Rubi, Água Fresca, Leme, Capivara e Colina Verde) com nascentes dentro da cidade. Isso facilita muito a captação de lixo por parte dos lagos'', continuou. ''A drenagem do lago para reformas, em 2001, até ajudou a minimizar o problema, pois facilitou o assentamento do material, aumentando a profundidade dos leitos. Mas a situação continua grave e exige medidas rápidas'', frisou.
O Núcleo de Comunicação da prefeitura informou que o prefeito Nedson Micheleti está em recesso e não pode se pronunciar sobre o assunto. Segundo a assessoria, como o projeto para desassoreamento dos lagos é um trabalho com grande demanda de tempo, não poderia ser iniciado ainda no exercício 2004. Portanto, o atual secretário de Obras, Aloysio de Freitas, não poderia atender à reportagem da Folha por não estar confirmado na pasta para a próxima gestão.(A.M)





