A Sociedade Protetora dos Animais (SPA) de Campo Mourão não vai aceitar a proposta de cuidar dos cachorros apreendidos pela prefeitura. Quem garante é a presidente da entidade, a advogada Mariângela Cunha. ‘‘A prefeitura criou o problema e quer que nós o resolvamos’’, protesta. ‘‘Não vamos nos responsabilizar por um programa que nem o município está conseguindo manter’’.
Segundo Mariângela, a SPA é recém-criada e não tem condições de tratar de todos os cachorros apreendidos. ‘‘O custo seria muito alto’’, explica. Ela nega que a Sociedade Protetora tenha a obrigação de assumir a manunteção dos cães. ‘‘Nossa função é fiscalizar e garantir que os animais não sejam maltratados’’.
A briga entre prefeitura e SPA vem desde que o município anunciou a implantação do serviço de apreensão, que nunca tinha existido na cidade. Para defender a carrocinha, o município mostra dados da Secretaria de Saúde, que registra, em média, 24 pessoas mordidas por cachorros todos os meses.

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