A juíza da 2ª Vara Criminal, Lídia Maejima, disse ontem que os colegas não acusaram o IML local de provocar soltura de presos por falta de um setor de psiquiatria forense. O problema, diz ela, é com o Centro de Triagem de Curitiba, que enviou ofício dizendo que faltava verbas para levar presos de Londrina para exames no Manicômio Judiciário. ‘‘Por causa disso, presos realmente acabaram soltos’’.
Sobre a paralisação do setor de toxicologia do IML local, a juíza informou que não recorda de qualquer colega ter afirmado que o setor esteve parado durante dois anos. Mas afirma que, no período em que ficou desativado, em parte do ano passado e começo deste ano, atrapalhou muito o trabalho da Justiça. ‘‘Se não tem prova que o material apreendido é droga, tem que soltar o preso’’, observa.
Maejima diz que o setor de toxicologia do IML de Londrina só foi reativado depois de muita pressão junto ao governo do Estado, incluindo o trabalho da imprensa. Ela espera que, em breve, o IML local também possa contar com um setor de psiquiatria forense. ‘‘Se tivéssemos esse setor, seria possível julgar dentro do prazo’’, afirma. Para ela, somente com a contratação de um psiquiatra e um psicólogo já seria possível montar o setor na cidade. ‘‘É a parte psiquiátrica que interessa à Justiça. Se ele é ou não é dependente. Não se ele é pobre ou se ele é rico’’.
Com a implantação do setor na cidade a juíza acredita que será possível agilizar o trabalho da Justiça e coibir a ação de muitos marginais, a maioria que roubam para comprar drogas. ‘‘Senão a violência vai continuar aumentando. E a cidade merece melhor atenção’’, afirma. (L.H.)

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