Um problema com um aluno de uma escola de Londrina acabou virando caso de polícia. Irritados com uma possível agressão a um estudante, familiares do garoto teriam invadido a Escola Estadual Monteiro Lobato, na zona leste, e feito ameaças. A Patrulha Escolar da Polícia Militar foi chamada e teve que intervir.
O caso aconteceu no dia 26. A desempregada Miriam Cristina da Silva, moradora da Vila Fraternidade (zona leste) conta que o filho, Daniel Lucas, oito anos, estuda no período matutino da escola. Na sexta-feira, a tia dele, Ângela da Silva, foi buscá-lo. ‘‘Ele estava com a boca esfolada e disse que a professora tinha esfregado giz porque xingou um outro menino’’, relata a tia. Ainda de acordo com ela, a professora Haide Rosa teria ameaçado passar detergente na boca.
Ao saber do caso, a mãe do aluno diz ter ficado revoltada. ‘‘Ela não tem esse direito de agredir o menino. Poderia ter chamado a atenção dele ou ter nos chamado para falar da situação’’, afirma. A família acabou registrando queixa na 10ª Subdivisão Policial de Londrina e, no mesmo dia, acabou indo até a escola. ‘‘Eu fui mesmo porque estava muito brava e queria me encontrar com a professora’’, confirma.
Miriam da Silva afirma que o garoto ficou traumatizado e não quer voltar para a escola. ‘‘Mas ele vai ter que ir, não dá para ficar sem estudar’’, ressalta. Ela conta que ontem esteve conversando com a diretora da escola, Maria de Fátima Viotti. ‘‘Ela disse para eu transferir o meu filho para outra escola ou que colocasse para estudar à tarde, mas eu não quis’’, relata.
A diretora da escola conta que Daniel Lucas costuma falar muitos palavrões. Segundo ela, a professora Haide disse que ouviu o menino xingando e falou que ia lavar a boca com detergente se voltasse a fazer isso. ‘‘Mas não agredi. Eu teria que estar muito desequilibrada para fazer isso’’, afirma a professora. Ela conta que leciona há 18 anos e na escola está desde 92. ‘‘Nunca houve queixa nenhuma’’.
Maria de Fátima acredita que os arranhões na boca do garoto foram provocados por um outro aluno, que esfregou uma bola. ‘‘Quem contou isso foi um primo do Daniel que viu’’, relata. Sobre o giz, a professora conta que chegou bem perto do menino para conversar. ‘‘Do mesmo jeito que ele ficou com giz no rosto, eu também fiquei’’. A diretora relata que por causa desse problema, teve que chamar a Patrulha Escolar. ‘‘Um grupo de nove adultos e adolescentes (da família do garoto) veio aqui e fez ameaças’’, conta. ‘‘Se a professora estivesse aqui, não sei o que aconteceria com ela’’, observa. Depois que a PM interveio e a situação se acalmou, a professora foi até o 2º Distrito Policial registrar queixa por ameaça. ‘‘Eu estou com a minha consciência tranquila que não fiz nada de errado’’, ressalta.

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