Problema elétrico no Cindacta atrasa vôos
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
Um problema elétrico no prédio do Cindacta II, no Bairro Bacacheri, em Curitiba, provocou atrasos de até uma hora nos vôos que saíram ou chegaram ao Aeroporto Afonso Pena a partir das 14h40 de ontem. A pane de energia afetou os computadores responsáveis pelo controle do tráfego aéreo nas Regiões Sul e na metade dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O defeito ocasionou um efeito cascata, atrasando a maioria das decolagens em todos os aeroportos do País.
Porém, por volta das 18h, a assessoria de imprensa da Infraero garantiu que o aeroporto da capital estava operando normalmente e negava que os atrasos tivessem ultrapassado, em média, 20 minutos. Air Ramos, gerente operacional da Varig informou o contrário. A aeronave que decolaria para Foz do Iguaçu às 15h55 só pode decolar uma hora depois. Ramos disse ainda que os demais vôos - para o Rio de janeiro, às 19h, São Paulo (Guarulhos), às 19h30 e Porto Alegre e Buenos Aires, às 20h15 - seriam atrasados em até 1 hora.
Alexandre Zafalo, gerente operacional da TAM, contou que, durante a tarde, três vôos da empresa atrasaram uma hora. Até o fim da noite ele previa um atraso de pelo menos 40 minutos nas nove decolagens previstas para sair de Curitiba. Na Vasp, a aeronave que sairia às 15h para São Paulo, decolou 40 minutos depois. O vôo da mesma empresa para o Rio de Janeiro, previsto para as 16h35, saiu com uma hora de atraso. Até a noite de ontem, nem o Cindacta II nem a assessoria de imprensa da Infraero deram mais detalhes sobre o problema.





