Buracos, elevações ou ''remendos'' em pistas têm ocasionado problemas em veículos e deixado motoristas de Londrina insatisfeitos. Dinheiro para realizar a melhoria desses pontos a Prefeitura de Londrina tem, mas, por conta do período eleitoral, não poderá utilizar os recursos até o final do pleito. Cerca de R$ 15 milhões, destinados ao município pelo Governo Federal desde meados de abril, deverão permanecer parados até que a população escolha os novos prefeito e vereadores da cidade. Até lá, todos os projetos de recapeamento permanecerão estacionados.
Motoristas que trafegam pela Avenida Arthur Thomas (Zona Oeste) não aguentam mais as condições da pista. ''Aqui sempre foi assim, cheio de buracos. Nunca vi um caminhão da prefeitura trabalhando aqui. Para motoqueiros então é pior, porque tem um monte de pedrinhas que fazem a moto escorregar'', comentou o vendedor Bruno Cadina, 23 anos.
José Aparecido Oliveira, sócio-proprietário de uma borracharia que fica na mesma avenida, disse que todos os dias aparece um cliente reclamando dos buracos. ''Pra gente que trabalha com borracharia é bom, mas os motoristas não aguentam mais. O prejuízo é enorme porque os buracos não só furam, como rasgam os pneus. Todo dia aparece alguém aqui com problema de suspensão ou precisando trocar o pneu'', comentou Oliveira.
Outras vias rápidas da cidade, como as avenidas Duque de Caxias (Centro), Leste-Oeste (Centro) e Presidente Castelo Branco (Zona Oeste), também são alvo de reclamações. O professor universitário Odilon Vidotto, que trafega pela Castelo Branco todos os dias para ir à Universidade Estadual de Londrina (UEL), lamenta as condições da pista. ''Não é só aqui, não. A Avenida Inglaterra, Leste-Oeste, Avenida Maringá, estão todas com problemas. Não adianta a prefeitura ficar tapando buracos, é preciso recapear toda a pista'', reclamou.
Só tapa-buracos - O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explicou que o recurso de R$ 15 milhões, mais uma contrapartida do município - totalizando R$ 18 milhões - vai ser utilizado para recapeamento de diversas vias, entre elas a Arthur Thomas e a Leste-Oeste. Segundo ele, desde que o recurso foi disponibilizado, o processo licitatório para a obra na Arthur Thomas foi aberto, mas o início da obra, que deveria ter acontecido há algumas semanas, precisou ser suspenso por causa da quarentena eleitoral.
''Não podemos utilizar o recurso federal durante o período de até 90 dias antes das eleições (de outubro) e teremos que aguardar até o final do segundo turno, caso aconteça'', disse.
Ainda segundo o secrertário, o recurso permanecerá disponível e até lá somente o serviço de tapa-buracos continuará sendo executado. ''O recape é um serviço muito mais caro que necessita de mais recursos. O tapa-buracos continuará sendo realizado normalmente'', disse. Além da Arthur Thomas e da Leste-Oeste, outros projetos de recapeamento estão previstos para acontecer nos bairros Jardim Alcântara e Tucanos (Zona Sul), bairros da Zona Leste e algumas vias na área central.

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