A crescente privatização das concessionárias do serviço público energético e a política adotada pelo Banco Mundial para financiar as obras de barragens foram os pontos polêmicos apontados pelo pesquisador do Instituto de Estudos Energéticos da Universidade de São Paulo, Célio Bermann.
‘‘As empresas privadas dificultam o acesso à informação, e o Banco Mundial trabalha com uma garantia aparente das questões sócio-econômicas, uma vez que não tem agilidade para o controle de suas operações de financiamento’’, argumenta.
A fiscalização nesses casos, diz Bermann, só funciona sob a pressão das entidades sociais organizadas e de empresas construtoras que se sentem lesadas quando os repasses financeiros não são cumpridos. ‘‘O Banco Mundial não transfere recursos para os governos e essa política agiliza os processos de privatização’’, analisa.

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