A força-tarefa que culminou com a prisão dos empresários da Shirogohan e a apreensão de quatro armas não tinha autorização judicial, de acordo com o advogado Antonio Carlos Andrade Viana, que foi preso por desacato e algemado durante o tumulto. ''Na minha opinião isso é abuso de poder. O estabelecimento é particular. As prisões foram arbitrárias e vamos buscar nossos direitos na Justiça. Eles invadiram o local sem mandado de busca ou ordem judicial'', acusou.
O promotor Leonir Batisti, da PIC, contesta o advogado e acha no mínimo estranho o aparecimento de Viana justamente naquela hora. ''Não sei o que ele estava fazendo lá, talvez quisesse dar uma carteirada. A defesa dos acusados vem sendo feita por outros advogados'', afirmou. Para Batisti, a operação é legítima e o local tem caráter público, o que dispensa a necessidade de autorização judicial. ''Zona, bar ou coisas do gênero são abertos ao público, de modo que não precisa de mandado para entrar, até mesmo para esse tipo de fiscalização'', rebateu.
Viana considerou antiquados os argumentos utilizados pela PIC para justificar as prisões. Segundo ele, o artigo 229 do Cógido Penal, que penaliza a manutenção de casas de prostituição, caiu em desuso. ''Essa lei é de 1940. O termo utilizado é casa de tolerência. Ninguém mais fala isso. Temos que combater hoje o tráfico de mulheres e isso não existe por aqui'', afirmou. (G.G)

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