Maigue Gueths
De Curitiba
No início do próximo ano o Paraná estará inaugurando quatro novas prisões, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), Guarapuava, Cascavel e Maringá, com capacidade total para 1.320 detentos. Estas prisões irão receber parte dos 4 mil presos que, em função da falta de vagas no sistema penitenciário atual, estão alojados nas cadeias dos distritos policiais do Estado.
Segundo o secretário da Justiça e Cidadania, José Tavares, as novas prisões fazem parte de um projeto do governo do Estado, que prevê a interiorização dos presídios e a recuperação dos detentos. ‘‘Interiorizando os presídios, os presos ficarão mais perto de seus familiares e terão mais chances de se reintegrar ao seu ambiente quando terminarem suas penas’’, explicou Tavares, que esteve, ontem, junto com o secretário de Obras Públicas, Augusto Canto Neto, vistoreando as obras da Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Piraquara.
As quatro prisões custarão R$ 20 milhões, pagos com recursos dos cofres estadual e federal. Só a Prisão de Segurança Máxima de Piraquara, com 15 mil metros quadrados, está calculada em R$ 7 milhões. ‘‘Esse custo é baixíssimo, se considerarmos que ela é toda feita em concreto armado’’, disse Canto Neto.
A prisão de Piraquara é considerada modelo pelos secretários, em função de sua segurança. O bloco administrativo, por exemplo, é completamente independente da ala carcerária e o muro de concreto armado tem nove metros de altura, sendo três metros abaixo da terra. Mas é o sistema de ligação entre os blocos que garante maior segurança ao local. A ligação é feita por passagem subterrânea através de três túneis: um dará acesso aos visitantes, outro ligará o setor administrativo ao setor carcerário, e um terceiro fará a conexão entre o pátio de visitas e as celas. Isso evitará que visitantes e detentos possam ver o conjunto do presídio enquanto transitarem pelo seu interior.
A Penitenciária de Segurança Máxima de Piraquara terá 20 blocos, entre alojamentos, administração, guaritas, depósitos, oficinas e capacidade para 543 detentos. Uma novidade será a separação dos detentos, nos blocos, de acordo com a classificação penal de cada um.
Já as penitenciárias de Cascavel e Guarapuava, cada uma com 7 mil metros quadrados, custarão R$ 3,5 milhões e terão capacidade para 240 detentos. Elas são chamadas de penitenciárias industriais porque abrigarão barracões para o funcionamento de indústrias.
Em Maringá, onde a prisão funcionará em regime semi-aberto, com capacidade para 300 presos, os detentos terão acesso à profissionalização de modo semelhante à prisão de Piraquara. As oficinas receberão empresas diversas por prazos de no mínimo um ano. Para cada três dias trabalhados a pena é reduzida em um dia.
Hoje no Paraná existem nove presídios, sendo seis na grande região de Curitiba. Ao todo são nove mil detentos. Destes cinco mil estão nos presídios e quatro mil nas cadeias.

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