Prisão Provisória vai sofrer mudanças
Arquivo FolhaSugestão acatadaValle (à esq.) durante inspeção na terça-feira: alterações não vão comprometer prazo de entrega da obraAs obras da Prisão Provisória, ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), na zona sul, vão sofrer modificações, como a colocação de grades no corredor central, a cada duas celas. Esta e outras alterações foram defendidas pelo juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle.
Em inspeção realizada na terça-feira, dia 3, o juiz criticou o projeto e defendeu alterações para aumentar a segurança e o local poder funcionar como cadeião - receber presos que hoje superlotam os distritos policiais.
As alterações previstas na obra foram decididas em reunião realizada anteontem à noite, com a presença do secretário estadual da Justiça e Cidadania, Eduardo Virmond, e o engenheiro-chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) de Londrina, Marcelo Paulino, e Roberto do Valle.
Marcelo Paulino explica que outra alteração prevista é que o muro do pátio de sol será de concreto e não mais de alambrado. Também será construída uma passarela ligando a cozinha e o refeitório,á que ficam em lados opostos e seriam ligados apenas pelo corredor das celas. Ele explica que as modificações irão aumentar um pouco o custo da obra, mas não chegarão a comprometer o prazo de entrega da prisão, que vence em abril.
A única mudança que está pendente é a construção de um portão de entrada que seja independente da PEL. O juiz explica que a alteração deve ser feita se a administração da Prisão Provisória passar da Secretaria de Justiça para a de Segurança Pública, isto é, se a obra for usada como cadeião. Ele irá se reunir na próxima semana com representantes das secretarias de Obras, Justiça e Segurança para definir a questão.
A controvérsia levantada pelo juiz sobre se a prisão poderá abrigar ou não os detentos que hoje estão nos distritos policiais gerou críticas do diretor geral da Secretaria de Segurança, Fajardo Pereira Faria. Na Folha de ontem, o diretor disse ser bobagem o juiz ficar discutindo detalhes com os engenheiros. Segundo o diretor, estes não deveriam obrigação ao magistrado, que mais atrapalha do que ajuda com este tipo de crítica pública.
Roberto do Valle diz ter estranhado as declarações de Fajardo. A minha intenção é ajudar, não atrapalhar, afirma. Já que eles entendem desta forma, eu simplesmente vou me omitir de colaborar e deixar a cargo da Secretaria de Segurança toda e qualquer solução para o problema da superpopulação carcerária de Londrina.





