Prisão Provisória será incorporada à PEL
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de dezembro de 2001
Telma Elorza<br>De Londrina 
A direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) deve começar, na próxima segunda-feira, as obras de reforma na antiga Prisão Provisória de Londrina (PPL). A prisão, que foi incorporada pela PEL anteontem, ainda abriga 56 presos à espera de julgamento. Os presos não vão poder ser transferidos imediatamente para a Casa de Custódia de Londrina (CCL), que está operando com a capacidade máxima, 320.
Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, nenhum outro preso provisório deverá ser encaminhado à unidade prisional ''porque a PPL não existe mais. Agora só presos condenados irão para a PEL'', afirmou. De acordo com ele, não há previsão de quando a prisão será totalmente esvaziada. ''Os presos serão transferidos para a Casa de Custódia apenas conforme a disponibilidade, alternando presos da antiga PPL com os do 2º Distrito'', disse.
De acordo com o vice-coordenador do Departamento Penitenciário (Depen), Divonsir Mafra, a presença dos detentos na nova ala da PEL não deve atrapalhar as obras. ''O ideal seria que a estrutura estivesse vazia, mas como são apenas 50, é possível administrar as obras de forma adequada'', explicou.
De acordo com Mafra, as obras começarão pelo muro que separa a PEL da nova unidade, criando-se um acesso entre as duas. ''Também serão construídas passarelas de vigilância'', disse. Segundo o vice-coordenador, outras melhorias na estrutura também deverão ser feitas para a uniformização entre as duas unidades, principalmente em termos de segurança. Os custos das obras está estimado, inicialmente, em R$ 70 mil.
Nenhum novo agente penitenciário deverá ser contratado para a atender a nova ala, que vai manter a capacidade de 144 presos, elevando para 504 vagas a capacidade total de PEL. Segundo Mafra, a equipe da extinta PPL deve continuar o trabalho, sem a presença dos policiais civis, que já não estão mais dando expediente no local.


