Prisão preventiva pode agilizar investigações
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, diz que os homicídios precisam ser investigados da mesma forma e sem prioridade, tenham eles como vítimas pessoas com antecedentes criminais e extensa folha corrida ou não. ''A legislação leva em consideração que toda a pessoa que é vítima ou é responsável pelo ato criminoso deve ter direito a ressocialização'', frisa o delegado. ''Para a polícia, não existe diferenças, e mesmo uma pessoa envolvida em crimes pode tornar-se reabilitada e produtiva para a sociedade. Priorizar as investigações pelo histórico da vítima seria regredir no tempo''.
Jurandir também enfatiza que a nova orientação para a investigação de crimes é optar pela prisão preventiva, nos casos em que ela é permitida pela lei e autorizada pela Justiça. O delegado vê o procedimento como uma maneira de agilizar as investigações. Outra medida que André considera importante para a rapidez na resolução dos crimes foi a que desobriga os delegados dos distritos policiais (DPs) de participar de plantão. O objetivo é dar condições para que eles possam atuar mais na investigação dos crimes ocorridos nas regiões atendidas por seus DPs.





