Prisão pode revelar quadrilha
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terça-feira, 18 de agosto de 1998
Paulo Pegoraro 
A Polícia Civil de Cascavel prendeu ontem três homens acusados terem assalto um banco e dois alunos da Fundação Universidade de Cascavel (Univel). Antônio Marcos dos Santos, 20 anos, Niltão de Siqueira, 28, e Celso Rossi, 19 anos, segundo a polícia, podem ter ligação com uma quadrilha que praticou vários assaltos a bancos na região nas últimas semanas. Da quadrilha fariam parte alguns dos 60 presos que fugiram do presídio de Foz do Iguaçu em julho.
Antônio, Niltão e Celso são apontados como sendo os três homens que assaltaram a agência do Banestado de Catanduvas (50 km ao sul de Cascavel) no dia 11, levando R$ 4,8 mil. Eles negam a autoria, mas segundo o superintendente da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, Manoel Pedro dos Santos, foram reconhecidos por funcionários e clientes da agência através de retrato falado. Ao serem apresentados à imprensa, nenhum dos três respondeu a um repórter que perguntou se haviam sido submetidos à violência para confessar.
O superintendente informou que os três já têm passagem pela polícia por outro assalto a banco e a residências. No caso do assalto aos estudantes da Univel, no dia 4, praticado por dois homens, apenas Niltão confessou participação. Os assaltantes levaram um Gol de Ellen Kliemann, que foi ferida com um tiro no braço e uma coronhada na cabeça.
Celso Rossi está sob prisão preventiva decretada pela Justiça, enquanto Marcos dos Santos e Niltão de Siqueira estavam até ontem apenas sob flagrante por porte de arma. Segundo Manoel Pedro dos Santos, eles teriam envolvido outras três pessoas como autoras de assaltos na região. Nas últimas semanas, uma casa de câmbio e várias agências bancárias de Cascavel e região foram assaltadas. Os assaltantes invadiam agências sem porta eletrônica, dominavam vigilantes e fugiam em motocicletas ou carros roubados, que abandonavam a seguir.
Os assaltos cresceram em Cascavel e na microrregião, a partir de julho, quando houve fugas em Foz. Dos 60 fugitivos, 15 ainda não foram recapturados. Destes, oito moravam em Cascavel antes de serem presos.


