Dorico da SilvaNo combateMajor Ademir Costa: idéia é criar de patrulhas escolaresO comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, major Ademir Costa, tenta inovar no combate às drogas. Ele foge dos padrões militares para premiar policiais que prendem traficantes. ‘‘Nesta luta sem tréguas, diante de um problema tão grave, não podemos formalizar convenções e normas para prender traficantes. Já falei para toda a tropa: quem prender traficante terá direito a dois dias de folgas, além da folga normal.’’
Se conseguir prender um grande traficante, o policial poderá ganhar até 30 dias de folga. ‘‘Os policiais prometeram trabalhar até fora do expediente normal. Com isso vamos batalhar contra as drogas 24 horas por dia’’, afirma Costa.
Além das investigações formais com o setor reservado da PM, conhecido como (o P-2), na próxima semana serão formadas as patrulhas escolares. Segundo Costa, as patrulhas serão compostas de 10 viaturas, com dois policiais em cada uma,que atenderão em três turnos - durante 18 horas - os 265 colégios públicos e particulares de Londrina. Para o trabalho serão convocados 40 policiais - enquanto 20 realizam as patrulhas, 20 descansam.
Para superar a falta de pessoal do 5º Batalhão da PM, as patrulhas escolares serão reforçadas por policiais da Companhia de Trânsito. ‘‘Vamos transferi-los porque hoje achamos mais importante virem combater o tráfico de tóxico do que ficar embaixo de semáforos’’, diz o comandante.
O major Costa garante que a fiscalização do trânsito continuará de forma diferente - mas não diz como. O comandante também pediu a cooperação de toda a comunidade para que evite infrações no trânsito. ‘‘Esta briga que vamos fazer contra o tráfico de drogas é de todos. Cada um poderá ajudar da forma que achar melhor. Por exemplo: não cometendo abusos no trânsito’’, diz Costa.
O comandante lembra que existe o telefone 161, conhecido como disque-drogas. O número está disponível durante o dia todo para que a população denuncie traficantes. Todas as denúncias têm sigilo garantido.
Costa assumiu recentemente o comando do 5º BPM e tem um dossiê sobre o tráfico em Londrina. ‘‘O problema maior na cidade é que a distribuição de drogas está pulverizada. Atinge vários lugares ao mesmo tempo, inclusive as escolas, onde chega aos jovens e crianças.’’ O comandante diz que muitos caem no vício por colegas que levam o tóxico para as salas de aula. Em outros casos, os traficantes ficam em volta das escolas, mascarados de pipoqueiros, vendedores de doces e até de professores.
Para o comandante, combater o tráfico significa combater também outros crimes. ‘‘O viciado faz qualquer coisa para conseguir o tóxico: ele é capaz de matar e roubar.’’

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