Prisão de sindicalista causa greve em Israel
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segunda-feira, 30 de dezembro de 1996
Reuter 
JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou duramente, ontem, os líderes sindicais do país enquanto uma greve geral espontânea paralisava grande parte do setor público. Essa é uma greve política, irresponsável e sem sentido, afirmou Netanyahu à Rádio de Israel. O lado que precisa pôr um fim a isso é o Histadrut (federação trabalhista). O país não pertence a eles. Não é propriedade privada deles na qual podem fazer o que quiserem.
O Histadrut convocou uma greve nacional para a manhã de ontem (em Israel o domingo é dia normal de trabalho) depois da prisão do líder sindical Shlomo Shani por violação de ordens de restrição de tribunais em conexão com greves da semana passada.
Quando Shlomo Shami for um homem livre, iremos informar a todos os trabalhadores para voltarem ao trabalho, disse o presidente da Histadrut, Amir Peretz, à Rádio do Exército.
Houve uma manifestação de sindicalistas e motoristas de ônibus que bloquearam por poucos momentos ruas em frente ao tribunal trabalhista em Tel Aviv, onde a polícia deveria levar Shani para uma audiência.
A greve, originalmente planejada apenas para os portos, se espalhou aos aeroportos, companhia telefônica e meios de comunicação estatais em resposta à prisão de Shani.
Um porta-voz da Autoridade dos Portos e Rede Ferroviária disse que os três portos de Israel estavam completamente paralisados. Uma porta-voz da Autoridade dos Aeroportos afirmou que a saída de vôos estava cancelada e os carregadores de bagagens não iriam transferir malas de passageiros dos vôos que chegavam.
Trabalhadores das empresas de eletricidade, água e telefone impuseram escalas reduzidas. A agência doméstica de notícias Itim, de Israel, anunciou que funcionários do judiciário e da saúde também iriam entrar em greve.


