Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
A revogação da prisão temporária de Neri Lysik ocorreu antes das 20 horas de anteontem, enquanto ele ainda prestava depoimento na 6ª Subdivisão Policial (SDP). O pedido foi levado ao Fórum pouco antes pelos advogados Bruno Migliosi e Márcio de Souza, contratados pela empresa Ilha do Sol Turismo e Navegação, dona dos barcos acidentados, para a qual o piloto trabalha.
O juiz da 1ª Vara Criminal, Ruy Muggiati, responsável pela decretação da prisão do piloto e sua posterior revogação, negou ontem, em entrevista à Folha, que a Polícia Civil e a Justiça tenham aceitado as condições impostas pelos advogados de Lysik.
‘‘Ele compareceu ao depoimento sabendo que ia ser preso, porque o mandado estava valendo. Não aceitamos condição alguma’’, declarou Muggiati. Segundo ele, a revogação ocorreu porque a prisão não era mais necessária, já que o piloto compareceu espontaneamente para depor. ‘‘A prisão só se justificava para atender necessidade processual (para que o inquérito tivesse andamento).’’
O pedido de revogação temporária apresentado pelos advogados foi endossado por um parecer do promotor Cândido Furtado Maia Neto, designado pelo Ministério Público para acompanhar o caso.

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