Prisão de motorista deve sair hoje
O juiz da 1ª Vara de Trânsito, Rogério Kanayana, deve decretar hoje a prisão preventiva do chacareiro Wladimir Polli, 20 anos, acusado de dirigir bêbado e fazer ‘‘roleta paulista’’ (furar sinais vermelhos em sequência), o que teria causado o acidente de trânsito que matou o menino Luciano Vitor Galli, 4 anos, e o pai dele, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos. A colisão, que feriu também a mãe da criança, Berenice Carvalho, 30 anos, aconteceu no dia 16 deste mês.
O juiz aprecia hoje o pedido de prisão preventiva, feito na sexta-feira pelo delegado da 2ª Delegacia de Trânsito, Dirceu Nascimento. O delegado havia dito que não poderia pedir a prisão preventiva do chacareiro, o que deveria ser feito pelo juiz que recebeu o processo ou por um promotor da Vara de Trânsito. Mas atendendo requerimento do advogado que representa as vítimas, Alcides Bittencourt Pereira, Nascimento voltou atrás.
Pereira acredita que a decisão do magistrado será a favor dos familiares das vítimas, que querem justiça. O advogado espera que a tese de homícidio doloso, ao invés de culposo, ganhe o respaldo do juiz. Se isso acontecer, Polli será julgado em um júri popular.
Polli tinha sido preso em flagrante logo após a colisão. Levado à 2ª Delegacia de Trânsito, foi liberado depois de pagar fiança de R$ 130,00. O pedido feito por Nascimento ocorreu depois de ele ter ouvido cinco testemunhas, que confirmaram as acusações contra Polli. Uma delas, o tenente do Corpo de Bombeiros Adriano Mello, afirmou ter visto Polli fazer ‘‘cavalos-de-pau’’ e ‘‘roleta paulista’’ pouco antes do acidente. (J.A.)

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