A juíza da 1ª Vara Criminal de Guarapuava, Carmen Silvana Zolandeck Mondin, ainda não sabe quando começa a ouvir as 40 testemunhas de defesa da irmã Anilse Terezinha Bianchini, acusada de adoção irregular, tortura de crianças e coação de testemunhas. A data dos depoimentos depende da decisão da Justiça sobre o pedido de revogação da prisão preventiva da freira, que deveria ser apresentado até o fim do dia de ontem. A sentença deve sair nas próximas horas.
Ontem, aconteceram os sete últimos depoimentos de acusação. A audiência começou por volta das 9 horas e se estendeu até às 15 horas. Além de funcionárias, uma mãe, Sirlei Aparecida Pereira, que entregou uma criança para adoção, também foi ouvida apesar de não ter sido intimada.
Depois de ouvidas todas testemunhas de defesa, a Promotoria e a Defesa terão prazo para entrar com pedido de diligências, incluindo novas testemunhas e documentos.
De acordo com a juíza Carmen Mondin, a divulgação da sentença pode demorar mais se irmã Anilse for solta porque processo de réu preso tem prioridade. ‘‘Se ela continuar presa, o processo é bem mais rápido. Se ela for libertada, o processo pode se estender um pouco mais até porque a minha pauta de audiências para este ano está praticamente encerrada’’, justificou a juíza.
A irmã Anilse Bianchini e mais sete pessoas estão sendo investigadas por adoção irregular de crianças. A freira está presa desde o dia 24 de junho acusada de coagir testemunhas.

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