Marcelo AlmeidaAmeaçasCerca de 60 pessoas revoltadas com o crime pediam a morte do estupradorO 10º Distrito Policial de Curitiba apresentou ontem Luiz Pereira Pinheiro, de 26 anos, acusado do estupro e morte da estudante Ane Caroline Vidal Rosário, de 13 anos. O crime ocorreu no dia 15, na casa da menina, no Bairro Novo ‘‘B’’, em Curitiba, quando ela estava sozinha em casa vendo televisão. O anúncio da prisão de Pinheiro revoltou moradores do bairro, que foram para a porta da delegacia exigir a morte do acusado.
Os manifestantes, cerca de 60 pessoas entre amigos e parentes de Caroline, portavam cartazes exigindo justiça. Eles gritavam palavras de ordem como ‘‘ Uh, Uh, vai morrer’’, mas ninguém ostentava armas. Luiz Pinheiro foi localizado pelos investigadores do 10º Distrito numa residência de familiares dele, no Jardim da Ordem.
Para evitar um agravamento da situação na porta da delegacia, o delegado Marcus Michelotto pediu reforço de policiamento à Polícia Militar e ao Centro de Operações Especiais (Cope) da Polícia Civil, que enviaram cinco viaturas ao local. Mas o próprio Michelotto convenceu os manifestantes, através dos pais de Caroline, a desistir de qualquer manifestação violenta.

Marcelo AlmeidaConfissãoLuiz Pereira Pinheiro, admitiu ter estuprado e assassinado a estudante VIOLÊNCIAO delegado garantiu que Luiz Pinheiro seria enviado ainda hoje à Prisão Provisória do Ahú, porque o rapaz corre perigo de vida na delegacia. Segundo Michelotto, os demais presos estariam ‘‘ávidos para matá-lo’’.
O delegado disse que Luiz Pinheiro confessou a autoria do crime. Conforme o relato apresentado pela polícia, o preso disse que tinha livre acesso à residência da vítima, onde sempre recebia comida e era autorizado pela mãe da menina a dormir no sofá. Ele disse que no dia do crime bebeu o dia inteiro e, ao chegar na casa de Ana Caroline, tentou convencer a menina a fazer sexo com ele. Como ela não concordou, foi estuprada sob ameaça com uma faca.
Após o estupro, Ana Caroline tentou fugir gritando, quando Luiz Pinheiro a agrediu com golpes de faca no peito. A mãe da vítima, Maria de Fátima Vidal Rosário, confirma que conhecia o rapaz, mas disse que jamais permitiu a ele entrar na casa dela. Maria de Fátima estava em estado de choque e nega que tenha tido qualquer relacionamento mais amistoso com o acusado.
Luiz Pinheiro pouco falou durante sua apresentação à imprensa. Admitiu a autoria do estupro e morte, com palavras evasivas e em tom excessivamente baixo. Ele confirmou o relato apresentado pela polícia, de que antes do assassinato passou por um bar e por uma boate, onde bebeu muito, e em seguida foi à casa da menina onde a encontrou assistindo à TV.

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