A polícia de Umuarama prendeu esta semana o comerciante Geraldo Dari, de Altônia (76 km a sudoeste de Umuarama), suspeito de envolvimento no assalto ao Banco Itaú na quinta-feira passada. Dari negou participação no assalto, mas contou à polícia que uma quadrilha de Piracicaba (SP) ficou dois meses alojada numa chácara no distrito de São João para praticar assaltos e arrombamentos na região.
O próprio Dari alugou a chácara para o grupo. Os seis homens, liderados por Adeildo Ribeiro da Silvam, o ‘‘Goiano’’, são suspeitos de roubar o Banco Bradesco e o Itaú em Umuarama. Também seria os responsáveis por assaltos e arrombamentos em empresas de Campo Mourão.
Segundo o delegado Jair Pinheiro Silveira, a quadrilha já é conhecida e é considerada especialista em assaltos e arrombamentos, mas a polícia não consegue prender os ladrões porque eles agem em várias regiões diferentes e nunca ficam muito tempo em um mesmo lugar. Silveira acredita que Dari ajudava os assaltantes a fugir. A polícia fez buscas na chácara, mas a casa estava vazia. Dari contou à polícia que conheceu Goiano há um ano porque frequentava a lanchonete dele em São João. O quadrilheiro estava envolvido com roubo de carros em Palotina (96 km ao norte de Cascavel). Dari também foi preso suspeito de participação nos roubos.
De acordo com o delegado, Dari confessou ter sido procurado por Goiano em novembro para que alugasse uma chácara para o bando em São João. Ele alugou e em das conversas com os assaltantes, eles teriam deixado ‘‘escapar’’ que roubaram a empresa O.M. Confecções, de Campo Mourão.
A empresa foi assaltada quinta-feira passada por seis homens armados e encapuzados. Dari disse ainda ter visto na chácara um Santana azul. Os ladrões levaram um Santana azul da O.M. Ainda de acordo com o delegado, Dari reconheceu o retrato falado de um dos assaltantes do Itaú como sendo um dos integrantes do bando.
Os assaltos a banco em Umuarama recomeçaram em dezembro, depois de 15 anos sem nenhuma ocorrência do gênero. Dia 4 de dezembro, o Bradesco foi assaltado em numa operação semelhante a do Itaú. Os ladrões levaram cerca de R$ 40 mil. Dia 19 de janeiro, ladrões arrombaram o Bradesco, cortaram o cofre com maçarico e levaram R$ 100 mil. O assalto ao Itaú rendeu aos ladrões R$ 20 mil.

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