Campo Mourão - A prisão de seis camelôs que vendiam produtos contrabandeados do Paraguai no centro de Campo Mourão revoltou os vendedores ambulantes e donos de barracas clandestinas da cidade. Ontem à tarde, um grupo dele foi à prefeitura cobrar uma solução para o problema. Os camelôs foram presos anteontem à tarde, após uma operação da prefeitura e do Ministério Público que fechou as barracas ilegais.
''Não era nossa intenção prender ninguém, mas isso saiu do nosso controle'', admitiu o secretário de Fiscalização, Cristiano Calixto, ao tentar acalmar um grupo de cerca de 30 pessoas que se aglomerou na porta da secretaria. A ordem de prisão foi dada pelo promotor Inácio de Carvalho Neto, que acompanhou a operação. Até o final da tarde de ontem, os seis camelôs continuavam presos na delegacia de Campo Mourão.
Os donos das barracas que não foram presos participaram ontem à tarde de uma reunião na prefeitura para discutir uma saída para o problema. Eles reclamaram que o município nunca cumpriu a promessa de construir um 'camelódromo.' O grupo teme perder o movimento se tiver que sair do centro da cidade. ''O nosso freguês é aquele morador da região que vem ao banco'', disse Sandro Marcos de Almeida.
A prefeitura sugeriu ontem que os comerciantes da barracas montem seus negócios no Mercado Municipal, onde há espaço sobrando. O chamado 'Mercadão' vai passar por uma reforma. Até lá, o município anunciou que permitirá a colocação das barracas num espaço existente na frente do mercado, na avenida Goioerê. Os camelôs decidiram que vão aguardar a liberação dos colegas presos para discutir a proposta.
O secretário de Coordenação Geral, vice-prefeito Getúlio Ferrari Júnior (PPS), afirmou que a prefeitura fará o transporte das barracas e arcará com eventuais danos na hora da mudança. Os camelôs pediram um prazo para continuar na área central, mas Ferrari Júnior alegou que a praça central precisa ser desocupada para as obras de revitalização que serão iniciadas nos próximos dias.

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