Prioridade para carros resulta em risco maior
Uma pesquisa realizada em Curitiba elencou os dez pontos da cidade onde o risco de ser atropelado é maior. Como características em comum, a professora Jussara Maria Silva, da Universidade Positivo, descobriu que o índice de andabilidade - se o ambiente para deslocamento a pé é adequado - tem influência direta para o maior número de ocorrências nas vias urbanas.
''Os atropelamentos resultam de um processo complexo que envolve o espaço e suas restrições físicas para acomodar fluxos de veículos e pedestres, cujo volume se encontra em permanente crescimento, característica de longo prazo das metrópoles brasileiras.''
Para cada um dos 30 pontos avaliados foi calculado o Índice de Risco de atropelamentos, em que divide-se o número de ocorrências de atropelamentos pelo fluxo de pedestres. ''Não houve nenhuma surpresa. O maior índice de riscos é onde a prioridade é para o carro e não há nenhum elemento (como passarelas) que segregue o pedestre'', diz. Ela acrescentou na dissertação de mestrado que, em muitos dos lugares, uma pequena obra ou a proibição da passagem de pedestres pode fazer toda a diferença. (M.R.M.)





