Principais inundações foram causadas por chuvas de verão
Principais inundações foram
causadas por chuvas de verão
A maior enchente que já assolou Curitiba foi em 21 de fevereiro deste ano. Quando o rio Belém subiu 6 metros e 20 centímetros, diversos bairros, antes protegidos das cheias, viram suas casas e garagens alagadas. A segunda maior inundação também aconteceu no verão, em 9 de janeiro de 97, quando o mesmo rio subiu 5 metros e 34 centímetros. As consequências destas chuvas de verão, tecnicamente chamadas de convectivas, segundo o professor da PUC , Roberto Fendrich, são inúmeras.
Enquanto a enchente de 1983 inundou todo o sul do País, pegando uma grande área, as chuvas de verão são caracterizadas pela grande intensidade, curta duração e por atingir áreas relativamente pequenas. Em fevereiro choveu perto do Barigui e do Belém até o Politécnico, mas em Colombo e São José dos Pinhais nem choveu, diz Fendrich, lembrando que as consequências, pela rapidez, são catastróficas. Ela destrói casas, alaga garagens e faz muitas vítimas fatais. De dezemnbro de 1995 a abril de 96, segundo ele, 180 pessoas morreram no Brasil em decorrência destas chuvas. Em Curitiba, só em fevereiro de 96 houve 3 vítimas fatais.
O professor de geologia da UFPR Renato Eugênio Lima, por sua vez, lembra que as enchentes são os maiores problemas enfrentados por Curitiba. Entre os acidentes ocorridos na capital entre 1976 a 99, 44% foram enchentes e inundações, seguidos por 24% de ventos e tempestades. Lima mostrou, ainda, os prejuízos e consequências causados pela forte chuva em fevereiro deste ano.
A Prefeitura gastou R$ 3 milhões, sem contar os custos de reconstrução, edifícios foram interditados, pontes, ruas, lojas e casas foram destruídas, a PUC gastou R$ 600 mil em reconstrução, a Universidade Tuiuti teve que cancelar aulas, houve um aumento de 15% nos seguros de sinistros e crescimento de 15% nos serviços de oficinas, 4 mil telefones ficaram mudos, 10 mil pessoas ficaram 24 horas sem água, foram registradas 34.506 ocorrências de quedas de energia, além de 400 chamadas para os bombeiros e 387 para a Defesa Civil. (MG)





