Os primeiros transplantes de órgãos neste ano em Londrina começam a ser realizados hoje. A família de uma garota de 15 anos, que morreu no domingo, autorizou a retirada das córneas, rins, fígado e coração. Estes dois últimos órgãos foram enviados para Curitiba. O fígado foi transplantado ontem de madrugada em Ceci Unanue. As córneas e rins ficaram em Londrina.
Kezia Lopes Cavalheiro foi vítima de acidente de trânsito no dia 29 de dezembro. Desde aquele dia, ela estava internada no Hospital Universitário (HU). Segundo o diretor-clínico do HU, Sylvio Villari Filho, a morte encefálica foi constatada no domingo. No mesmo dia, uma equipe da Central de Transplantes entrou em contato com a família, que é de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana), e obteve a autorização para retirada dos órgãos.
O transplante de uma das córneas deve ocorrer hoje de manhã, no HU. Até o final da tarde de ontem, ainda não havia uma definição sobre os receptores da outra córnea e dos rins. A Central de Transplantes abrange 98 municípios da região. A fila de espera na Central é de 316 pessoas para rins, 225 para córneas e nove para coração.
RecadastramentoAs Centrais de Transplantes de Londrina, Curitiba e Maringá, está recadastrando todas as pessoas que estão na fila de espera por uma córnea. O trabalho foi solicitado no final de novembro do ano passado pelo Sistema Nacional de Transplantes, ligado ao Ministério da Saúde, e deverá ser concluído até 30 de janeiro.
Segundo Rosilene Aparecida Machado, coordenadora interina da Central de Transplantes de Londrina, em todo o Estado há 1,3 mil pessoas na fila, esperando por uma nova córnea. Ela informa que praticamente todos os 225 pacientes da região já foram contatados - através de telefone, carta ou por vizinhos -, mas pouco mais de 50 atenderam a convocação até o final de dezembro. Ela acrescenta que, como já existe uma base de dados com o nome e endereço dos candidatos, a Central está apenas atualizando e complementando informações, incluindo os números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Registro Geral (RG).
O objetivo do trabalho, segundo ela, é fazer um cadastro geral, incluindo nomes de todo Brasil, e controlado pelo CPF. Isso evitaria situações de dupla inscrição, o que traz transtornos para as centrais. Muitas vezes, as centrais perdem tempo procurando um receptor e, quando encontram, descobrem que ele já foi transplantado em outro estado.
Quem ainda não fez o recadastramento, pode ir direto à Central de Londrina, na Rua Travessa Goiânia, 152 (área central), ou então ligar para o telefone (043) 324-9398.

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