Atualmente, o processo que pediu a anulação do primeiro concurso de Direito da Tuiuti está em fase de citação dos alunos. A partir dessa semana, os 300 primeiros aprovados deverão ser convocados pela Justiça para prestar esclarecimento. De acordo com Jackson André dos Santos, um dos representantes dos alunos, todos os que forem convocados deverão contratar um advogado para defendê-los.
Santos afirma que os alunos não temem perder a vaga que conquistaram na primeira prova. Ele explica que atualmente todos cursam as aulas normalmente, fazendo inclusive as avaliações rotineiras. ‘‘Qualquer modificação, vamos lutar na Justiça para garantir o nosso direito’’, avisa.
Além de brigar pelos seus direitos, Santos afirma que os alunos estão batalhando pata limpar o nome da instituição. Para isso, eles criaram uma fundação que atuara junto a entidades carentes e escolas públicas. A Fundação de Ação Social dos Alunos da Universidade Tuiuti deve funcionar para abrigar 17 mil alunos.
‘‘Todos os alunos vão contribuir com R$ 1,00 ao mês, formando um fundo de R$ 17 mil, que vai servir para reequipar escolas públicas da periferia’’, diz. Além disso, alunos de determinados cursos vão prestar assistência a determinados setores da sociedade. ‘‘Clínicas de odontologia e de outras especialidades médicas vão atuar em bairros pobres’’, diz.
Os alunos de arquitetura e engenharia vão agir junto com associação de moradores para recuperar áreas degradadas e com falta de infra-estrutura. ‘‘A imagem dessa instituição de 40 anos vai ser recuperada, porque não se pode jogar no chão o nome de 100 mil pessoas, que passaram por ela’’, diz. (I.R.)

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