Mirasselva - A estrutura dos serviços públicos de Miraselva poderiam atender até 4 mil habitantes. Pelo menos é o que garante o prefeito João Marcos Ferrer. Segundo ele, há uma explicação: a emancipação de Prado Ferreira, em 1995. Após o desmembramento, o município vizinho ficou com área de 153 quilômetros quadrados e, atualmente, tem 3.614 habitantes, 180 a mais que o registrado no Censo Demográfico de 2010. No mesmo período, o crescimento de Miraselva foi de 34 moradores.
Um exemplo que ilustra a afirmação é o Colégio Estadual Arnaldo Busato, cuja capacidade é para atender 500 alunos, bem acima dos 310 matriculados nos três turnos. A diretora Sandra Zanini conta que há pelo menos 10 salas ociosas que são utilizadas como laboratórios e coordenações pedagógicas. "De um lado é bom porque temos espaço para oferecer atividades extracurriculares", apontou. Nos prédios municipais, o panorama é o mesmo. "Os gastos são os mesmos para atender uma população três vezes maior, só que não temos o retorno destes impostos", lamentou.
"Os primeiros anos após a emancipação foram muito difíceis, mas hoje conseguimos nos estabilizar, mesmo trabalhando no limite com as verbas", lembrou. O orçamento anual de Miraselva é de R$ 8 milhões. O orçamento de Londrina, por exemplo, é de R$ 1,38 bilhão. Do total, 80% são oriundos do repasse federal do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 20% de arrecadações com o ICMS e outros impostos. "A população pequena facilita a administração, mas por outro lado, dificulta a obtenção de recursos, porque os repasses têm como base a faixa populacional", expôs.
A atividade comercial e de serviços é tímida, o que dificulta a arrecadação. Os moradores contam com cinco mercados, duas farmácias e duas unidades bancárias. Para os setores de vestuário e movelaria, as opções mais procuradas são lojas em cidades vizinhas como Jaguapitã, Porecatu e Londrina. (C.F.)

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