O primeiro reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o médico Ascêncio Garcia Lopes, acompanha com tristeza as denúncias de corrupção na administração do ex-reitor Jackson Proença Testa. ''Espero que sejam esclarecidas e que essa mancha seja tirada do caminho da universidade'', diz. ''A universidade é uma instituição que deveria ter uma evolução natural e progressista como nenhum outra entidade.'' Ele esteve à frente da reitoria até 1974.
Em toda a história da UEL, Lopes destaca principalmente trabalhos junto à comunidade na área de saúde. ''O município tem que ser grato à universidade'', comenta. Ele ressalta ainda a capacitação dos docentes com título de mestres e doutores e acredita que a instituição deveria se dedicar mais em pesquisa aplicada na área de agropecuária, vocação da região.
''A UEL passa por um momento difícil. Há a situação criada na gestão anterior (do ex-reitor Testa) e a administração de transição está enfrentando uma greve delicada'', constata o engenheiro civil Jorge Bounassar Filho, primeiro reitor eleito pelo voto direto na universidade, no ano de 1985 - ele administrou a instituição de 86 a 90. Atualmente, é professor do Departamento de Estruturas.
O conselho dele é para que a comunidade universitária mantenha ''bom senso e calma para salvar a instituição, que conquistou um espaço importante nacionalmente''. Avaliações apontam a UEL como uma das mais importantes do País. Ele lembra que as denúncias de irregularidades na administração passada geraram, por um lado, uma imagem negativa. ''Por outro lado, a universidade mostrou maturidade e internamente está conseguindo resolver seus problemas'', acredita.
A Folha entrou em contato, por telefone, com os ex-reitores Marco Antonio Fiori, Oscar Alves e João Carlos Thompsom, mas eles não retornaram as ligações. A reportagem também procurou Jackson Proença Testa, mas recebeu a informação de que estava viajando. (A.D.C.)

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