Primeiro lote de lenha é retirado de rios do Litoral
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Redação FolhaWeb com AEN 
O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) emitiu ontem (29) o primeiro Documento de Origem Florestal que permite o transporte e a comercialização de material lenhoso que está sendo retirado das margens do rio Jacareí, na região do distrito de Floresta, em Morretes. Os troncos de árvores foram carregados pela água da chuva, que provocou enchentes e deslizamentos de terra no Litoral do Estado em março.
O primeiro caminhão, carregado com de cerca de 280 metros cúbicos de lenha, saiu do distrito de Floresta hoje, com destino a uma fábrica de papel da região. O lote é composto de 267 metros estéreos de lenha, 10 metros cúbicos de garuva, 5 metros cúbicos de ipê e 10 metros cúbicos de canela-preta.
A renda obtida com a venda desse material será revertida ao Provopar Estadual e investida no atendimento às famílias que ficaram em situação de vulnerabilidade social nos municípios de Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaratuba, em decorrência da chuva e dos deslizamentos.
O trabalho de retirar e cortar esse material foi iniciado há um mês. O processo é delicado, devido às condições do solo, e depende das condições do clima e da mão de obra. O IAP acompanha todo o processo e é responsável por dimensionar o material lenhoso e gerar o Termo de Apreensão. O documento permite o transporte e revenda.
A estimativa inicial é recolher aproximadamente 42 mil metros estéreos de material lenhoso acumulado ao longo dos leitos dos rios Jacareí e Miranda, em Morretes. De acordo com o levantamento da Defesa Civil, a retirada é necessária porque o material acumulado obstrui o trajeto natural dos rios e as estradas de acesso a localidades mais isoladas na região.
O trabalho está concentrado principalmente ao longo do leito de rios, que são terras públicas e foram demarcadas pela Defesa Civil por apresentar riscos de novos acidentes. Nas áreas de propriedades particulares, os proprietários podem usar a madeira para consumo próprio, mas estão impedidos de vender. O material também pode ser doado ao Provopar.


