O primeiro estudo para verificar as condições do ‘‘Lixão’’ foi realizado em 1993 pela equipe do professor de Saneamento e Meio Ambiente do Departamento de Engenharia Civil, Fernando Fernandes, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). ‘‘Anterior a esta data não havia nenhuma informação sobre a área’’, afirmou o professor.
Ao final do estudo, a equipe apresentou uma série de medidas emergenciais que deveriam ser tomadas como: estação de tratamento de chorume; sistema de drenagem para impedir que águas pluviais se acumulassem na lagoa de chorume; dreno para tratar o chorume; dreno para permitir a liberação do gás metano (gás que pode sofrer combustão espontânea ou ainda penetrar no solo e sair em tubulações de residências nas proximidades); impermeabilização do subsolo para evitar a contaminação do lençol freático; cobertura do lixo que ficava a céu aberto.
Segundo Fernandes, apenas 40% destas providências foram tomadas na época. A drenagem do gás e do chorume foi realizada apenas em parte da área do Lixão e o lixo foi coberto. Na época, a vida útil do Lixão foi estimada pelo grupo de trabalho em oito anos. (E.P.)

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