São 1.708.900 metros de canos levando água tratada para 124.286 domicílios - entre residências, indústrias e estabelecimentos comerciais -, e beneficiando 418.360 habitantes, o que equivale a 99,99% da população londrinense. A rede de saneamento básico da Sanepar em Londrina conta ainda com 851.184 metros de manilhas para a captação de esgoto em 75.901 domicílios (62,5%), o que beneficia diretamente 259.581 pessoas.
O gerente-regional interino da Sanepar, Ismael Gimenez, conta que a empresa está presente em Londrina desde janeiro de 1974 - através de contrato assinado pelo então prefeito José Richa - e foi crescendo junto com o aumento da cidade e sua população. ‘‘Os investimentos foram grandes e constantes’’, ressalta ele, sem no entanto saber precisar qual é o valor exato do patrimônio da Sanepar hoje em Londrina.
Para se ter uma idéia do montante, basta citar que as obras atualmente em execução estão orçadas em R$ 41 milhões. Serão 12.300 metros de canos na expansão da rede de abastecimento de água e outros 260.000 metros na ampliação da rede captadora de esgotos; além da construção de novos reservatórios de água e de uma nova estação de tratamento (ETE) de esgotos.
Atualmente, os sete reservatórios de água espalhados por todas as regiões da cidade têm a capacidade para guardar juntos 54 milhões de litros. As duas estações de captação da Sanepar - uma no Ribeirão Três Bocas e outra no Rio Tibagi - conseguem 170 milhões de litros por dia. Toda a água é tratada em duas estações: uma no centro de Londrina e outra entre o Rio Tibagi e a cidade (zona leste). A empresa conta com duas ETEs de esgoto em funcionamento - uma na Vila Portuguesa (na área central, a 1ª do Paraná) e outra na zona norte - e uma em construção na zona sul da cidade.
As obras de expansão da rede coletora de esgoto, que incluem quatro novas elevatórias para bombeamento até as ETEs, aumentarão para 85% o índice de cobertura deste serviço na cidade. ‘‘Todo o esgoto coletado é tratado. E a nossa água encanada só não está presente em poucas áreas invadidas por sem-tetos ou em assentamentos ainda não legalizados’’, afirma Ismael Gimenez.
De acordo com ele, a empresa estadual conta com cerca de 350 funcionários distribuídos pelos setores de operação, manutenção técnica, obras e administração financeira. Este último funciona em um prédio exclusivo de seis andares na Avenida Higienópolis (área central); um dos pontos mais nobres da cidade. Ressalte-se que os serviços de leitura de consumo domiciliar são terceirizados e as obras de ampliação das redes realizadas por empreiteiras.
A tarifa básica mensal cobrada pela Sanepar em Londrina, pelo abastecimento de água e coleta de esgoto, é de R$ 14,78. O valor cobrado pela água varia de acordo com a faixa de consumo em que se enquadre o domicílio. Para quem usa até 10 mil litros por mês, cada mil litros custa R$ 0,82. Entre 11 e 30 mil litros mensais, o valor de mil litros sobe para R$ 1,23. E para os consumidores que gastam mais de 30 mil litros/mês, cada mil litros custam R$ 2,02. As entidades filantrópicas têm direito a desconto de 50% no total da conta. Há ainda a chamada tarifa social, de R$ 4,92, cobrada de famílias carentes cuja renda mensal não ultrapasse dois salários mínimos (R$ 260,00), residam em casas com menos de 60 metros quadrados, e consumam menos de 10 mil litros de água por mês. (O.C.)Dorico da SilvaO gerente-regional interino da Sanepar, Ismael Gimenez: ‘‘Investimentos grandes e constantes’’A empresa mantém, na cidade, sete reservatórios de água com capacidade para armazenar 54 milhões de litros; duas estações de captação, que juntas tiram do Ribeirão Três Bocas e do Rio Tibagi 170 milhões de litros por dia; e duas estações de tratamento de esgoto em funcionamento

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