Primeiras turmas começam curso de alfabetização
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segunda-feira, 17 de maio de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Com mais de dois meses de atraso, a secretaria municipal de Educação de Londrina deu início ontem ao programa ''Alfabetizando Londrina''. No total, 2.837 pessoas analfabetas com idades a partir de 15 anos se inscreveram. São ao todo 141 turmas, distribuídas por toda a cidade. A intenção da prefeitura é que todos os inscritos saibam ler e escrever até dezembro.
Ontem, as primeiras 25 turmas iniciaram as aulas. Outras 80 começam no dia 24 e as 36 restantes, no dia 31. Para custear o material didático e a remuneração dos alfabetizadores, o Ministério da Educação (MEC) repassou ao município R$ 276.804,00. Os 120 professores são voluntários que concluíram o Ensino Médio (muitos têm graduação superior) e que foram submetidos a treinamento. Eles receberão ajuda de custo mensal de R$ 15 por aluno. Cada turma tem no máximo 25 alunos, que terão aulas de duas horas quatro vezes por semana.
Segundo a secretária de Educação, Carmen Baccaro Sposti, o início das aulas atrasou (deveriam ter começado na primeira semana de março) porque o MEC só liberou os recursos para o programa na semana passada. ''Como o programa em Londrina continha muitas turmas, preferimos esperar o dinheiro para começar as aulas'', justificou ela.
Segundo Carmen, a maior parte dos alunos tem idade superior a 50 anos. A idéia da prefeitura é fazer com que os estudantes ao final do ano façam inscrição para as aulas do curso de Educação de Jovens e Adultos, no qual receberão os conteúdos do ensino de 1 à 4 série. ''Apenas a alfabetização não basta'', disse a secretária.
Ontem, na Escola Municipal Neman Sayun, localizada no Conjunto Ruy Virmond Carnascialli (Zona Norte), 11 dos 22 alunos da turma da tarde tiveram sua primeira aula. Segundo a professora Marilena Fernandes de Alencar, alguns dos ausentes deram a justificativa de que estavam com gripe para não ir à escola. A alfabetizadora, formada em Letras, contou que quis ser voluntária no programa porque deseja ajudar.
''Quando você entra numa sala de aula, vê as necessidades dos alunos e percebe que pode colaborar, é muito recompensador. Você acaba aprendendo mais do que ensinando'', disse ela.


