Nos dois primeiros anos após o recebimento dos 202 mil metros quadrados, onde hoje é o Jóquei Clube de Londrina, a PUC deve construir o Centro de Estudos de Ciências Jurídicas e Empresariais - que vai começar a funcionar no próximo ano, em espaço cedido pelo Colégio Marista. De acordo com o pró-reitor de Planejamento, Roberto Borges França, a intenção é construir dois blocos de estudos e laboratórios com cerca de 6,5 mil metros quadrados cada, com custo estimado em torno de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões, além de uma ala administrativa e biblioteca. ''Mas a longo prazo pretendemos construir um campus semelhante ao de Curitiba, que atualmente conta com 130 mil metros quadrados de construção'', explicou. Ele entregou aos vereadores um esboço dos planos a longo prazo.
Segundo França, o projeto arquitetônico ainda não foi definido porque até o momento não existe a definição do terreno. De acordo com ele, tudo depende da área destinada. ''Até o projeto que entregamos ao Ministério da Educação para liberação dos cursos é provisório'', explicou. Em termos de expansão, ele afirmou que é preciso primeiro ''sentir'' as necessidades de Londrina. ''Temos vários estudos que apontam essas necessidades, mas talvez só convivendo na cidade é que vamos confirmá-las ou não'', disse.
De acordo com o pró-reitor, ainda não existe uma projeção da oferta inicial de empregos, a não ser de professores para os cursos que começam já no próximo ano. ''Mas podemos garantir que a PUC vai usar mão-de-obra local em tudo, inclusive na construção civil, divulgação e em vários outros aspectos'', afirmou.
Já sobre as bolsas de estudos, o vice-reitor João Oleynik afirmou que nenhum aluno carente vai deixar de estudar na PUC. As bolsas, segundo ele, são distribuídas de acordo com os aspectos sociais e familiares do aluno. No ano passado, a PUC distribuiu 1.541 bolsas parciais - com valores entre 30% e 70% da mensalidade; 1.726 bolsas rotativas (que o aluno paga depois de formado, com um ano de carência); além de encaminhar para estágios renumerados mais de 6 mil alunos e receber cerca de 300 estudantes com créditos educativos governamentais. ''Nós evitamos a gratuidade. A norma geral da universidade é todos contribuírem. Bolsa total apenas em casos extremos, que são exceções à regra'', disse. (T.E.)

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