Primeira mulher a dirigir o HC assume com desafios
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Tomou posse ontem a nova diretora-geral do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A médica gastroenterologista Heda Maria Baska Amarante assume no lugar do médico patologista Giovanni Loddo, que conduziu o HC entre 2001 e 2008. Ela é a primeira mulher a dirigir a instituição em 50 anos de existência e deverá ocupar o cargo até 2013.
Durante a cerimônia de posse, realizada no HC, membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público (Sinditest) levantaram faixas de protesto no momento do discurso do reitor da UFPR, Zaki Akel, acusando a existência de uma suposta "máfia da hora extra" e questionando o cumprimento de uma promessa de campanha de que seriam realizadas eleições diretas para a direção-geral da instituição. Heda assumiu o cargo por indicação do reitor.
Na próxima segunda-feira a nova diretora e o Sinditest têm reunião marcada para discutir os anseios e planos dos funcionários para esta gestão. Segundo ela, o serviço público tem uma peculiaridade: "O patrão fica muito longe", diz, referindo-se ao Ministério da Educação (MEC), que seria o patrão de todos os servidores da instituição. "Estamos ouvindo as reivindicações e sem poder para resolvê-las".
Entre os principais desafios de sua gestão, Heda aponta o desenlace da questão dos funcionários do Hospital contratados através da Fundação da UFPR (Funpar), que devido a uma ordem judicial devem deixar os cargos até 2010. Segundo ela, a falta desses profissionais poderia comprometer o atendimento de saúde, no entanto, para realizar contratações através de concurso, como exige a legislação, é preciso que o MEC conduza esse processo. Ao longo deste ano ela vai avaliar a questão. Sobre o orçamento do Hospital, que mensalmente aponta um déficit mensal de R$ 1 milhão, Heda Amarante afirma que a responsabilidade do custeio dos pacientes atendidos cabe ao Ministério da Saúde. Na sua opinião para solucionar esse problema é fundamental melhorar as tabelas de remuneração pelos serviços prestados praticadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


