Primeira etapa da Clínica Odontológica somente em 2015
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem local 
Londrina - O governador Beto Richa e o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), João Carlos Gomes, anunciaram em Londrina a liberação de R$ 8,5 milhões para a conclusão do primeiro bloco da Clínica Odontológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mais de R$ 7 milhões já foram investidos na estrutura que começou a ser construída em 2010 no campus da universidade. As obras estão paradas por falta de recursos.
De acordo com o secretário, a verba será liberada entre fevereiro e março deste ano. No entanto, a reforma do primeiro bloco da clínica será concluída no final de 2015 ou início de 2016. "Não é uma adaptação, é uma readequação em termos de tamanho. Não é o que se pretendia no início, mas é o suficiente para que o curso possa ser transferido para o campus com atendimento de ótima qualidade", destacou.
Enquanto as obras não forem concluídas, a população continuará a ser atendida na sede da Rua Pernambuco, no centro de Londrina. Durante o segundo semestre do ano passado, alunos e professores se uniram para reclamar da estrutura precária e pedir melhorias. Além da clínica, o imóvel também abriga o Centro de Especialidades Odontológicas e o Pronto Socorro Odontológico 24 horas. A estrutura foi construída na década de 1950 e nunca passou por reformas.
Em novembro do ano passado, os estudantes registraram imagens de equipamentos danificados e de problemas estruturais após uma chuva. O local ficou alagado e parte do forro foi danificada. Pacientes de 58 municípios são atendidos pelos profissionais da UEL. Para o secretário, não há riscos para os pacientes e para os profissionais. "O problema da infiltração já foi solucionado. A odontologia como está lá é uma das melhores do país e continuará atendendo a população", afirmou.
A reitora da UEL, Nádina Moreno, lembrou que seriam necessários R$ 20 milhões para a conclusão dos três blocos da nova sede, totalizando 11,2 metros quadrados. Segundo ela, a nova proposta foi feita numa tentativa de dar continuidade a construção. "A clínica não terá ampliação neste primeiro momento, mas vai ter o mesmo espaço em condições realmente adequadas. O curso sempre foi adaptado e está mudando para um lugar efetivo. Nós vamos continuar a luta para que sejam feitos o bloco 2 e 3 para trazer toda a área acadêmica para o campus", ressaltou.
Nádina reforçou que não há riscos no imóvel atual. "Nós fizemos três avaliações estruturais com equipes diferentes. Todas as três afirmam que não há nenhum tipo de perigo de cair a estrutura. Estamos fazendo manutenções semanais", afirmou. A estrutura improvisada já recebeu quase R$ 400 mil em investimentos de adaptações.
O diretor da Clínica Odontológica, José Roberto Pinto, ressaltou que, com as primeiras adaptações, apenas 45% do curso poderiam ser transferidos para o campus. Ele alertou que a clínica também necessita de, pelo menos, mais 24 funcionários para atender a população. Quanto à estrutura precária da sede atual, ele disse apenas que "é preciso acreditar nos laudos técnicos".
O curso de Odontologia da UEL completa 52 anos hoje. Juntos, o centro de especialidades, a clínica odontológica, o PS e a Bebê Clínica atendem, em média, 1,5 mil pacientes por mês e até 200 mil por ano. "O curso presta um serviço inestimável, tanto na graduação e pós-graduação. Naturalmente poderia ser melhor, mas o curso está entre os dez melhores do país, apesar da estrutura precária", disse.
Dos R$ 8,5 milhões, 5,5 milhões serão repassados pela Secretaria Estadual de Saúde. O restante ficará a cargo da Seti. Além disso, conforme o secretário, a universidade deve receber R$ 9 milhões para investimentos na infraestrutura do campus.


