A primeira denúncia de eutanásia (morte sem dor) no Hospital São Lucas foi feita em maio do ano passado por uma enfermeira do hospital. A instituição abriu processo administrativo para apurar responsabilidades e a polícia instaurou inquérito a pedido do Ministério Público local. A médica é suspeita de ter praticado eutanásia em um paciente de 87 anos. O óbito ocorreu em 25 de março de 2003.
O paciente estava internado, segundo o diretor do hospital, José Maria Fontana, há mais de um mês. Ele era um aposentado, portador de marcapasso e estava com complicações cardíacas, pulmonares e outros problemas de saúde.
De acordo com a enfermeira que fez a denúncia cujo nome não foi divulgado pelo hospital a médica teria lhe ordenado que aplicasse um medicamento no paciente horas antes do óbito. Ela teria se recusado, por entender que o remédio prejudicaria o paciente. Diante da recusa da enfermeira, a própria médica teria aplicado o medicamento.
O caso, divulgado pela imprensa no ano passado, deixou a comunidade estarrecida e o assunto chegou a ser discutido na Câmara de Vereadores de Sertanópolis.
O termo eutanásia tem raiz grega e pode ser traduzido como ''boa morte'' ou ''morte apropriada'' e foi utilizado pela primeira vez em 1623, o que demonstra o quanto é antiga a polêmica envolvendo a interrupção da vida de pacientes terminais. No Brasil, eutanásia é crime. O Código de Ética da Medicina também proíbe essa atitude. (Reportagem Local)

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