Primeira avaliação deve ser feita ao nascer
O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento do olho preguiçoso seja satisfatório. No entanto, nem sempre é fácil identificar a dificuldade de enxergar da criança. Nos casos mais evidentes, como desvios oculares, com alto grau de estrabismo, a família percebe mais facilmente. Porém, há situações em que esta identificação é mais difícil. ''Quando a criança tem uma diferença acentuada de grau entre os olhos, apresenta catarata congênita ou um leve estrabismo é complicado até mesmo para médicos não especialistas diagnosticarem'', afirma oftalmologista Luiz Fernando Cavalieri, de Londrina.
O médico alerta para que os pais fiquem atentos às consultas precoces dos filhos, mesmo que eles não tenham nenhum sintoma. ''Se conseguir diagnosticar uma criança amblíope aos dois anos significa que tenho pelo menos quatro anos para resgatar a visão no olho preguiçoso'', observa. Ele afirma que na maioria dos casos é possível resgatar 100% do olho ruim. ''Não se consegue deixar os dois olhos com o grau igual, mas ele vai enxergar tão bem quanto o outro'', esclareceu o médico.
Cavalieri explica que a Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica recomenda que a primeira avaliação oftalmológica deve ser feita ao nascer (Teste do Olhinho), em seguida aos seis meses, aos dois anos e aos quatro anos de idade. Assim, pode-se identificar problemas que possam causar a ambliopia e tratá-los em tempo hábil para desenvolver a visão do olho pior. (M.A.)





